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domingo, 7 de agosto de 2011

A Ponte do Arco Íris





A Ponte do Arco Íris



Bem do ladinho do céu tem um lugar chamado Ponte do Arco Íris.

Quando morre um animal que foi especial para alguém daqui, esse animal vai para Ponte do Arco Íris.
Lá existem riachos e colinas para que todos os nossos amigos possam correr e brincar juntos .
Tem muita comida, água e sol, e nossos amigos estão quentinhos e confortáveis. .

Todos os animais que estavam velhos e doentes voltaram a ter vigor e saúde; aqueles que estavam machucados ou aleijados estão inteiros e fortes novamente, exatamente como nas nossas lembranças dos tempos que já se foram.
Os animais estão felizes e contentes, exceto por uma coisinha: cada um deles sente falta de alguém muito especial , que teve que ficar para trás.

Todos correm e brincam juntos, mas chega o dia quando um subitamente para e olha para longe. Seus olhos brilhantes estão atentos; seu corpo treme de ansiedade. De repente ele começa a correr para longe do grupo, voando sobre o gramado verde, suas pernas indo mais e mais rápido.

Você foi avistado, e quando você e o seu amigo finalmente se encontrarem, vocês se abraçam numa reunião feliz, para nunca serem separados novamente. Os beijos alegres chovem sobre o seu rosto; suas mãos afagam de novo a cabeça amada, e você pode olhar mais uma vez nos olhos confiantes do seu amigo, ausentes há tanto tempo da sua vida mas nunca longe do seu coração.

Aí vocês cruzam juntos a Ponte do Arco Íris....

Autor desconhecido...

domingo, 8 de maio de 2011

CACHORRO ABANDONADO
autor: AZUIR


Um cachorro abandonado, é a maior tristeza.
Revela o Dono desalmado, o mundo perde a beleza.
Mostra o homem cruel, sem pudor na descortesia.
Um aviltante papel, " O Cão Jamais o Faria".

Um cachorro abandonado, é a maior decepção.
Revela o Dono despreparado, sem amor e educação
Perdeu a vergonha da cara, é uma podre alegoria.
Isso não é coisa rara, " O Cão Jamais o Faria".

Um cachorro abandonado, mostra a maior tirania.
Revela o Dono indelicado, homem sem sabedoria.
É o homem perdido, de tão trágica biografia.
Inconseqüente e desmedido, " O Cão Jamais o Faria".

Um cachorro abandonado, é a maior maldade.
Revela o Dono em pecado, e em crime de crueldade.
É uma infeliz maldição, essa tão infame judiaria.
É o homem em degeneração, " O Cão Jamais o Faria".

Um cachorro abandonado, é um grande atraso de vida.
O dono é um pobre coitado, que abre horrível ferida.
Uma tortura monstruosa, dos tempos da escravaria.
Uma ação tão criminosa, " O Cão Jamais a Faria".

Um cachorro abandonado, é pra toda gente chorar.
Um Dono desmoralizado, é o injusto a se manifestar.
Repugnante imoralidade, tão degradante covardia.
Falta total de civilidade, " O Cão Jamais o Faria".

Um cachorro abandonado, é retroceder na História.
Um dono desorientado, na mais infame trajetória.
É um coração sem Jesus, o Dono não tem cidadania.
Falta-lhe consciência e luz, " O Cão Jamais o Faria".

Um cachorro abandonado, é mostra de desumanidade.
Revela o Dono endiabrado, sem respeito a comunidade.
Ele não tem coração, e tira dos outros qualquer alegria.
Comportamento de maldição, " O Cão Jamais o Faria".

Azuir

REFLITA!!!

PRECE DE UM CÃO ABANDONADO

Sabe, senhor, ainda não entendi, viemos à praça, pensei ser um passeio, estranhei, ele não tinha esse hábito, mas fui, feliz.
Lá chegando, me deu as costas, entrou no carro e nem me disse adeus. Olhei para os lados, nem sabia o que fazer. Ainda tentei segui-lo, quase fui atropelado.
Que teria feito eu de tão mau? À noite, quando ele chegava, abanava o rabo, feliz mesmo que ele nunca viesse no quintal me ver.
Às vezes, eu latia, mas tinha estranhos no portão, não poderia deixá-los entrar sem avisar meu dono.
Quem sabe foi minha dona que mandou, devia estar dando trabalho.
Mas não as crianças, elas me adoravam. Como sinto saudades! Puxavam-me a cauda às vezes eu ficava uma fera, mas logo éramos amigos novamente. Creio que elas nem sabem, devem ter dito que fugi.
Estou faminto, só bebo água suja, meus pelos caíram quase todos, nossa, como estou magro!
Sabe, Pai, aqui nesse canto que arrumei para passar a noite, faz muito frio, o chão está molhado.
Creio que, hoje, vou me encontrar contigo, ai no céu meu sofrimento vai terminar, mesmo em espírito vou ter permissão para ver as crianças.
Peço-vos, então, não mais por mim, mas pelos meus irmãozinhos:
Mandem-lhes pessoas que deles tenha compaixão, como eu, sozinhos não viverão mais que alguns meses na terra do homem.
Amenize-lhes o frio, igual o que agora sinto, com o calor de atos de pessoas abençoadas.
Diminua-lhes a fome, tal qual a eu sinto, com o alimento do amor que me foi negado.
Mata-lhes a sede, com a água pura de seus ensinamentos transmitidos ao homem.
Elimine a dor das doenças, estripando a ignorância da terra.
Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, laboratórios e tudo mais. Tirando das mãos humanas o gosto pelo sangue.
Ampare as cachorrinhas prenhas eu verão suas crias morrerem de fome, frio e pestes sem nada poderem fazer.
Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados, pois, entre todos os males o que mais me doeu foi esse.
Receba, pai, nesta noite gélida, a minha alma, pois não mais será meu sofrimento, mas dos que ficarem e por eles vos peço.
Nota: Ouço essa oração dos cães moribundos que vejo pelas ruas.
Fonte: Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis.